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A VIDA QUE VIVEMOS
Vida: Estado de atividade incessante, comum aos seres orgânicos; tempo que decorre entre o nascimento e a morte; existência, e etc. A aventura da vida, a origem do universo, da matéria e a própria existência do Ser Humano, muito mais do que, até com Deus, formam o conjunto que mais tem despertado o interesse do homem da Ciência contemporânea. Pesquisas recentes continuam a atestarem que tudo teve origem a partir de uma súbita explosão, o que faz oposição aos conceitos teológicos da tradição judaico-católica, que atribuem à criação, a um “Deus Homem” que em seis dias, teria feito tudo, conforme a Gênese Bíblica, e no sétimo tendo descansado, teoria criacionista. Com o progresso da tecnologia, os cientistas foram aperfeiçoando seus equipamentos de pesquisas, e as teorias construídas em torno da origem do universo foram ganhando riquezas de detalhes, e é sabido que na razão direta do crescimento tecnológico, houve também um decréscimo na crença do “Deus Homem,” no seio da comunidade científica. Como esta é a única forma que Deus é divulgado e cultuado nos meios religiosos, pode se dizer que a Ciência se tornou a grande avalista para o ateísmo. Hoje, as novas descobertas da Ciência abalam cada vez mais o dogma do “Acaso Criador “,exatamente porque estas descobertas revelam que a Vida é uma espécie de necessidade inscrita no próprio coração da matéria. Quando o homem ainda não possuía o intelecto tão desenvolvido, sua vida era bem mais simples, pois que essa se resumia tão somente em prover sua subsistência, e a defender-se frente às adversidades naturais. O progresso como fruto oriundo do desenvolvimento intelectual, trouxe muitos benefícios, tais como: Maior conforto doméstico, agilidade na comunicação, encurtamento das distâncias, a informatização, em fim, elementos que propiciaram a tão decantada globalização do Planeta. Porém, também é fato que apesar de todas as benesses o progresso, trouxe em sua garupa, a complexibilização dos problemas humanos, e estes, tem ocupado grande parte do tempo e despertado a atenção das melhores cabeças de nossa pequena aldeia global, sem contudo lograrem êxito absoluto na resolução dos mesmos. Notamos o homem moderno, realmente muito mais preocupado, em “ter”, como se fora possível, pois no máximo detemos, do que “Ser”, contrariando frontalmente aos ensinamentos de Jesus, anotados na Bíblia, em Mateus Cap.VI, vers. 19,21,25 a 34:” Não acumuleis tesouro na Terra, onde a ferrugem e os vermes o comem”. “Observai os pássaros do céu, não semeiam, nada guardam em celeiro, mas vosso Pai os alimenta”. ”Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e todas outras coisas vos serão dadas por acréscimo”. Se conseguíssemos nos separamos de nós mesmos, deixando de lado o ego e a vaidade, seríamos capazes de ver a vida, realmente como ela é, lembra o escritor Rick Medeiros. É exatamente este o ponto que gostaríamos de abordar, pois que fazemos interpretações bastante equivocadas a cerca da Vida. Começamos por dizer algumas expressões, que não condizem com a realidade, pelo menos quando nos referimos ao Espírito imortal e incorruptível as leis da matéria. Não temos diversas vidas, e sim várias encarnações. Desde de sua criação, a qual, não conseguimos precisar o momento que se deu, o Espírito, vem através do tempo construindo a sua história e elaborando o seu futuro. Portanto é bom não esquecermos que a situação que vivemos agora, além de ser um momento único em nossa vida, nada mais é que a continuação de nossas encarnações pregressas, que somadas constituem o arcabouço espiritual de cada um de nós. Não começamos no berço da presente peregrinação terrestre, e também não sucumbiremos no túmulo. Isto implica dizer que lamentações, desânimo, inércia e etc. não contribuirão em nada com o nosso futuro fatal de evolução. Como espíritos, criados por Deus simples e ignorantes, estamos na Terra para aprender, e evoluir, e deste aprendizado depende alcançar o grau de felicidade, ao qual se refere o Espírito de Verdade respondendo a pergunta 920 de O Livro dos Espíritos:” O homem não pode ter felicidade plena no planeta, visto que a vida lhe foi dada como expiação e prova. Mas depende dele amenizar seus males e ser tão feliz quanto se pode ser sobre a Terra. Não nos esqueçamos, escolhemos “Sempre” e vivemos a vida que escolhemos viver, daí a recomendação de Stº Agostinho concitando-nos, a nos conhecermos intimamente, quando faz referências, a frase do frontispício do templo de Delphus : Conheça-te a ti mesmo, pois assim aumentaríamos as nossas possibilidades de fazermos a opção mais correta. Aproveitemos bem esta encarnação que é uma diminuta fração da vida que vivemos, porém depende dela garantia de um futuro de alegriaou de sofrimento. Estamos escolhendo agora mesmo a vida que queremos viver.
CLEUZINETE SILVA CAVALCANTE Diretora Deptº de Doutrina do CEAD |
